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Sesimbra, a cidade do samba em Portugal

 

 

 

Na década de 70, as telenovelas da TV Globo foram o principal canal de propagação da música popular brasileira, em Portugal. Gabriela Cravo e Canela, a primeira telenovela exibida no país, trouxe ao conhecimento do grande público a voz da cantora Gal Costa. Nesse mesmo período, impulsionado pelo jornalismo musical protagonizado pelo Semanário Se7e, surge um mercado de espetáculos ao vivo que se irradia pela década de 80 em diante, e possibilita a inserção de um grande número de artistas brasileiros no cenário musical português.

 

Esse movimento levou aos palcos portugueses músicos como Edu Lobo, Ivan Lins, Paulinho da Viola, Beth Carvalho, Baden Powell, Luís Gonzaga, Alceu Valença, Gonzaguinha, Egberto Gismonti, Fafá de Belém, Roberto Carlos dentre outros. No entanto, esse consumo  não se limitou  aos nomes consagrados da MPB ou da Bossa Nova. O estabelecimento de  uma cena musical foi reforçado, principalmente, com  o surgimento de circuitos menos elitistas como os da musica brega e sertaneja.  Consideremos, ainda, mesmo que em menor escala,  o movimento das escolas de samba portuguesas que somam hoje cerca de 40 agremiações, onde se destacam o tradicional carnaval de Ovar e Estarreja (região centro-norte)  e ao sul, o samba de  Sesimbra.

 

A cena musical que engloba esses circuitos, me parece um campo fértil para algumas perguntas: Qual musica brasileira estamos tratando como hegemônica no cenário musical português ,  quem é este “ser brasileiro” no imaginário português. 

 

Assim, a convite de alguns sambistas de Sesimbra, peguei o autocarro e fui conhecer as praias e me acabar nos frutos do mar dessa pequena cidade, a 30 Km ao Sul de Lisboa. Aí, deparei-me com o universo do samba em Portugal, agora comandado por portugueses e brasileiros luso-residentes. São batuqueiros, sambistas, partideiros, ritmistas e passistas de além-mar que, no período de Momo, com temperaturas nada convidativas para eventos na rua, fazem um belíssimo carnaval de norte a sul do país. Descobri que esses caras não são ruins da cabeça e muito menos doentes do pé.

 

Sambe, você está em Sesimbra! Ao final de dois dias na companhia de pessoas muito atenciosas me convenci que esta seria a frase  para um  cartão-postal da cidade. A verdade,  é que é difícil não se  encontrar um disco de samba numa casa sesimbrense. O samba esta no ar, mesmo que não esteja sendo tocado nas esquinas.

 

Para além das belezas naturais e da gastronomia, em Sesimbra encontra-se a mais antiga escola de samba de Portugal, a Grêmio Recreativo Escola de Samba Bota no Rego, fundada em 1976. Paulo Soromenho, ritmista, membro da diretoria da escola e meu anfitriao nos conta que o mar, a gastronomia e o jeito despreocupado do povo é muito parecido com o comportamento do carioca. Relata que, em outros tempos, artistas brasileiros como Maysa, Baden Powell, Caetano Veloso, Vinicius de Moraes, Elis, Paulo Sergio Santos, Agua de Moringa, frequentavam  a cidade atraídos por esse jeito do sesimbrenses. Desse período, ressalta ainda, com orgulho, a visita de Dona Zica, viúva do compositor Cartola e as animadas rodas de samba nos bares da cidade. Para o sambista, essa é a origem das primeiras escolas de samba de Portugal. 

 

E não para por aí o sentimento de pertencimento dos moradores ao mundo do samba carioca. Soromenho afirma que Sesimbra é cidade irmã do Rio de Janeiro. Esse vínculo é alimentado por visitas anuais dos membros da Bota ao Brasil para a compra de fantasias, instrumentos e participação nos ensaios das escolas de samba cariocas.

 

A preocupação em estreitar laços com a cultura do samba do Rio, a Bota passou a realizar workshops e concertos com compositores e ritmistas cariocas. Em 2009, esteve em Sesimbra a cantora e compositora de samba Ana Costa e, em 2010, os percussionistas Gabriel Policarpo – primeiro repique da Escola de Samba Viradouro de Niterói – e Bernardo Aguiar, parceiros no projeto Pandeiro Repique Duo (PRD). 

 

A pequena cidade guarda ainda outro refúgio do samba em Portugal, o Quilombo Santiago.  O espaço, decorado em verde e rosa, tenta reproduzir os barracos do famoso morro de Mangueira. Em meio a fotografias de compositores mangueirenses espalhadas pelas paredes, seu proprietário, o português, filho de brasileiros, Reinaldo Nunes, promove concorridas noites de samba, caipirinha e feijoada para um público seleto convidado pessoalmente pelo anfitrião. Por lá, já passaram músicos brasileiros em turnê por Portugal como Marcos Sacramento, Marco Suzano dentre outros. “Na casa de todo sesimbrense é mais fácil você encontrar discos de samba do que de música portuguesa”, afirma Nunes.

 

Artigo e Fotos

Claudia Góes – Jornalista e Etnomusicóloga

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Diversidade dos vinhos portugueses

 

 

 

Bem-vindo ao mundo da diversidade dos vinhos portugueses

Em sua primeira edição em solo carioca o evento Vinhos de Portugal no Rio atraiu mais de quatro mil pessoas. 

 Ledo engano pensar que os cariocas só gostam de chope e caipirinha.  Pelo menos foi isso que ficou evidente de 23 a 25 de maio, quando curiosos, iniciantes e iniciados no mundo de Baco tiveram a oportunidade de conhecer e degustar a enorme diversidade de 400 rótulos trazidos por 62 produtores das principais regiões vinícolas de Portugal para o evento Vinhos de Portugal no Rio, realizado no Palácio São Clemente (Botafogo), residência oficial do Cônsul de Portugal no Rio de Janeiro. 

 

Foram três dias dedicados à realização de cursos da Academia de Vinhos de Portugal, mercado de provas e provas conduzidas por críticos do jornal O Globo e do lusitano Público. O evento contou ainda com presença de um convidado ilustre: Dirceu Vianna Junior, único Master of Wine brasileiro, título criado na década de 50 e que foi conquistado por apenas 280 pessoas no mundo inteiro.

 

O evento foi uma parceria inédita entre O Globo (Brasil) e o Público (Portugal) e apoio da ViniPortugal, associação para a promoção do vinho português no exterior.

 

 

 

 

Em entrevista ao Cultura Brasil-Portugal, o presidente da ViniPortugal, fala sobre o objetivo do evento e vinhos portugueses, ora pois. 

Os vinhos portugueses já conseguiram uma imagem consistente na cena internacional?

Sem dúvida nenhuma. Hoje, produzimos vinhos de muita qualidade. Nem piores, nem melhores que nossos concorrentes. Mas vinhos diferentes com uma excelente qualidade. Esse resultado pode ser verificado em Quebec (Canadá), EUA, Brasil, Suécia. São muitos mercados, onde Portugal passa a ter uma imagem de um vinho de qualidade e relação custo/benefício muito favorável.

A produção ainda continua dependente das cooperativas?

Hoje as cooperativas pesam menos. Algumas produzem vinhos de boa qualidade, como: Vinhos Verdes da Adega Cooperativa de Monção, Adega Cooperativa de Cantanhede, na Bairrada, e na Adega Cooperativa de Portalegre, no Alentejo. 

O vinho português tem chances de liderar o mercado?

Portugal é um país pequeno que representa menos de três por cento da produção mundial. Não temos condições para competir com o Chile que tem rendimento por hectares muito elevados. Com a França que tem uma superfície vitivinícola muito grande. Dificilmente seremos líderes de mercado. Porém, não temos dúvida que vamos ter um posicionamento muito alto. As duas armas de Portugal são a relação custo/benefício e o caráter diferente dos nossos vinhos

Há ainda muito trabalho para elevar o perfil do vinho português?

Haverá sempre muito trabalho. Como temos um domínio de empresas de pequena dimensão, isso exige um exercício de disciplina coletiva. Trabalhar a mesma mensagem: “Portugal um mundo de vinhos diferentes”. Promover nossas castas (Arinto, Alvarinho, Vaga, Touriga Nacional, Alfocheiro e Aragonês). Temos que fazer um trabalho muito complicado. A Argentina e o Chile podem chegar aqui e trabalhar o Malbec e o Carménerè. A França pode trabalhar com Carbenet e Chardonnay. A Espanha, o Tempranillo. Nós não. Temos muitas castas e isso torna a comunicação mais difícil. O grande exercício, na parte da produção, é continuar a garantir a qualidade do vinho que temos. No mercado, trabalhar com uma mensagem comum, para que o consumidor perceba que comprar um vinho de Portugal é uma decisão de baixo risco. Comprar um vinho de Portugal é uma experiência diferente, pois vai experimentar diferentes sabores. Comprar um vinho de Portugal é uma excelente relação de custo/benefício.

São realmente mais de 250 castas em Portugal?

Sim. São mais de 250 castas nativas.  Temos um conhecimento bastante profundo sobre estas castas. Sabemos o perfil dos vinhos que elas produzem e o rendimento de cada uma. Somos o país com a maior diversidade genética de castas no mundo. 

Estas castas conseguiriam alcançar um resultado idêntico em outros países?

Sim. Há 15 anos provei um vinho de Touriga Nacional na Austrália. Já provei Alvarinho fora de Portugal. A França, recentemente, adotou a Tinta Barroca, como uma casta autorizada na França.

Como temos pequenos produtores e certamente surgirão outros produtores a utilizar nossas castas, isso nos obriga a sermos competitivos. Não vejo como uma ameaça, mas sim uma alavanca para nossa notoriedade.

Os produtores portugueses têm interesse em saber quais vinhos estão sendo produzidos atualmente no mundo e com quais estão competindo?

Essa foi um das grandes mudanças em Portugal nos últimos 15 anos. Hoje, os nossos enólogos, nossos produtores viajam muito. Percorrem o mundo e procuram ver o que e como se faz. Antes, tínhamos pessoas que estudavam em Bordeaux e vinham para Portugal fazer vinhos. Hoje, eles correm o mundo, visitam o Chile, EUA, França, Nova Zelândia, África do Sul. Ou seja, procuram ver o que está sendo feito no resto do mundo. Estão em constante aprendizagem Isso também é um fator determinante na capacidade de saber fazer.

 

A ViniPortugal tem um trabalho relevante na promoção e divulgação dos vinhos portugueses. Ela é mais forte para jornalistas, vendedores e importadores ou para o consumidor?

 

ViniPortugal é a organização. A marca que trabalhamos é Wines of Portugal (Vinhos de Portugal). A ideia é que esta marca chegue ao consumidor. Este evento aqui no Brasil é o primeiro grande acontecimento de trabalhar a marca de vinhos de Portugal junto ao consumidor. Essencialmente trabalhamos os profissionais, mas temos objetivo de que o consumidor perceba que por trás da marca Vinhos de Portugal há propostas diferentes, qualidade e uma relação custo/benefício interessante

O sucesso do evento deve-se a alguma região específica de Portugal?

Não acredito que uma região específica que tenha sido o motor do sucesso. A ideia do projeto é promover todas as regiões. No Brasil, há regiões (portuguesas) que são mais procuradas que outras, mas o nosso exercício é trazer todas as regiões. 

Para os novos amantes de vinho o que é mais importante: História ou paladar?

O consumidor jovem ou pessoa mais velha, mas que começa a se interessar agora pelo vinho tende a apreciar mais produtos simples, menos complexos e paladares que lhe interessam. Agora quando o consumidor vai adquirindo conhecimento sobre um produto vai evoluindo para a complexidade. E haverá um determinado momento que irá interessar ver o rosto de quem faz o vinho e conhecer a empresa.

 

 

Como o paladar do brasileiro ainda está se aprimorando em relação aos vinhos, a diversidade de castas portuguesas é um grande desfio para o mercado brasileiro?

Esse é nosso grande desafio. É dizer para o consumidor acostumado com um tipo de aroma e paladar de vinho, que há outros que proporcionam experiências diferentes. 

Queremos que o consumidor brasileiro vá conhecendo mais sobre outros vinhos (portugueses), a possibilidade de harmonização com a comida e descobrir outras variedades. Somos persistentes. Queremos promover a diversidade.

Atualmente, os produtores que estão investindo no mercado brasileiro não têm receio de uma mudança de regras do comércio do vinho?

Neste momento não. Compreendemos as razões da medida de salvaguarda ao vinho brasileiro. Portugal empenhou-se muito para sensibilizar o Governo brasileiro para que a medida não prosseguisse. Portugal chegou a manifestar maior cooperação com os produtores brasileiros. Hoje, não paira no ar nenhum receio. Gostaríamos que a economia brasileira adquirisse novamente vigor e começasse e entrar no caminho que percorreu durante alguns anos.

Por onde um jovem consumidor de vinhos portugueses deveria começar?

Uma entrada no mundo dos vinhos seria pelos brancos da região dos Vinhos Verdes, porque são frescos e com alguma acidez. Depois, passaria para os brancos de Lisboa, onde o Arinto (uva) é rei. E, depois, passaria para outros tipos.

Portugal também produz excelentes espumantes desde finais do século XIX. Por que esse fato ficou praticamente desconhecido durante tanto tempo?

Não sei explicar. Tenho pena que isso tenha acontecido. O fato é que em finais do século XIX produtores da Bairrada convidaram grandes enólogos da região francesa de Champagne para ensinar aos portugueses a fazerem espumantes. A Bairrada começou a produzir espumantes de uma qualidade extraordinária. Mas, por alguma razão, isso se perdeu durante algum tempo. Hoje, porém, começamos a ver um pouco a retomada da produção de espumantes de Norte a Sul do país. Mas ainda temos muito que aprender com relação  à produção de espumantes.

O senhor gostaria de deixar alguma dica para quem está começando a apreciar vinhos?

Não é preciso um grande conhecimento para se gostar de vinhos. O importante é fazer saltar os sentidos.  Brincar à volta do vinho. Aliás, um dos principais problemas criados com relação ao vinho é a necessidade de ter um profundo conhecimento sobre a bebida. Não é pro aí. Vamos entrar no mundo do vinho sem a preocupação de ter conhecimento, mas com vontade de explorar os sentidos e procurar os aromas que mais nos agradam, a estrutura que mais apreciamos, a elegância, e explorarmos as combinações com os pratos, de forma livre e com prazer.

 

Entevista: Ana Crys 

Em especial do Rio de Janeiro -Brasil


WINES OF PORTUGAL IN RIO

Welcome to the diversity world of Portuguese wines 

In its first edition in Rio de Janeiro, the Wines of Portugal event attracted over four thousand visitors. 

You’re mistaken to think that the Rio habitants, the Cariocas, only enjoy draft beer and caipirinha. This is was evident from the 23rd to the 25th of May, when the curious, beginners and novices were introduced into the World of Bacchus. They all enjoy the opportunity to experience and savour some four hundred different labels from sixty-two wineries from all major wine regions of Portugal. The exhibit was held at the São Clemente Palace in Botafogo, the official residence of the Portuguese General Consulate.

During the tree-day event, the Academy of Wine of Portugal conducted workshops, which included the appreciation of various types of wine, whilst wine connaisseurs of O Globe (Brazil) and Público (Portugal) Newspapers, made their own evaluation. Also present at this occasion was the distinguished Dirceu Vianna Junior, the only Brazilian holder of the title Master of Wine, a designation created in the 1950s. Only 280 individuals world-wide can claim that distinction.  

The event was a unique partnership between O Globo (Brazil) and the Public (Portugal) and support ViniPortugal, an association created for the promotion of Portuguese wine abroad. 

In an interview with Culture Brazil-Portugal, the president of ViniPortugal, senhor ,  talks about the objectives of the event and Portuguese wines. 

Have Portuguese wines achieved a consistent image on the international scene? 

Without a doubt. Today, we produce a lot of quality wines. Neither worse nor better than our competitors, but rather different wines with excellent quality, the result of which can be found in Quebec (Canada), USA, Brazil and Sweden. These are markets where the Portuguese has established an image of a wine of quality with a very favorable cost-benefit ratio. 

The production is still dependent on cooperativas? 

Today the cooperativas have less impact. Some produce good quality wines such as Vinho Verde Adega from Cooperativa de Monção, Adega Cooperativa de Cantanhede in Bairrada, and the Adega Cooperativa de Portalegre, Alentejo. 

Do the Portuguese wines have any chance to lead the marketplace? 

Portugal is a small country which accounts to less than 3% of the global production. We’re unable to compete with Chile, per example, which has a very high yield per acre. France for instances, has a very large vine domain. That said, it is unlikely we will ever be market leaders; however, we have no doubt that we’ll place high. Our forte is the cost/benefit ratio and the different character of our wines 

Is there still much work to raise the profile of Portuguese wine? 

There will always be a lot of work. We have a domain of small businesses, as such, it is imperative that we work collectively with a common message: « Portugal a world of different wines. » Promoting our grape varieties (Arinto, Alvarinho, job, Touriga Nacional, Alfocheiro and Aragonese) is a very complicated assignment. Argentina and Chile can come here and promote Malbec and Carmenere. France may endorse with Carbenet and Chardonnay. Likewise, Spain will market the Temporarily. We cannot do that. We have many grape varieties, which makes communication more difficult. Our production objective is therefore is to continue to ensure the quality of the wine that we have. Our message to prospective customers is to ensure that buying a wine from Portugal is a low risk decision. Buying a wine from Portugal is a different experience altogether, because you’ll experience a different palate, not to mention of course the excellent cost/benefit factor.

 

Are there more than 250 varieties in Portugal? 

Yes. There are more than 250 native varieties. We have comprehensive knowledge of them all. We are aware of their wine profiles and the potential source of income from each and every one. We are the country with the greatest genetic diversity of grape in the world. 

Have these varieties of grapes been able to achieve identical results in other countries? 

Yes. Fifteen years ago I tasted a wine of Touriga Nacional in Australia. I have also sampled Alvarinho abroad, and France has recently adopted Tinta Barroca, as an official authorized variety. 

We have small producers and certainly other wineries will opt to use our grapes. This alone compels us to be more competitive. I do not see this as a threat, but a lever for our reputation. 

Are the Portuguese producers interested in knowing which wines are being produced around the world and which wines is the competition? 

This was one of the big changes in Portugal in the last 15 years. Today, our wine masters and our producers travel a lot. Travel the world to determine what is available and how it is done. In the past our folk study in Bordeaux and returned to Portugal to make wine. Today, they hopscotch the world, visiting Chile, USA, France, New Zealand, South Africa, to see what is being done elsewhere in the world. We are constantly learning, which in turn is a determining factor in the ability of wine producing.

ViniPortugal has a relevant work in the promotion and distribution of Portuguese wines. Is its focus towards journalists, vendors and importers or directed to the consumer? 

ViniPortugal is organization. The brand is Vinhos de Portugal (Wines of Portugal). The idea is to influence the consumer. This event here in Brazil is the first major event to introduce our brand to consumers. Essentially we deal with the importers, but we aim teach consumers that in addition to the Wines of Portugal brand, there are different proposals, quality and interesting cost/benefit factors.

Is the success of this event due to a specific region of Portugal? 

I do not believe that a specific region has been the engine of success. The idea of the project is to promote all regions. In Brazil, there are (Portuguese) regions that are in demand more than others, but our pursuit is to reach all regions. 

What is more important to the new wine lover, history or palate? 

A young or older person interested in wine ought to begging with simpler wines, less complex and with palates that interest you. As the consumer acquires additional knowledge about a product, he too evolves in the level of complexity. No doubt, a real wine aficionado will at one point be interested to meet the wine masters and their wineries. 

As the palate of the Brazilian consumer improves in time, is the diversity of Portuguese grapes a major challenge for the Brazilian market? 

This is our greatest challenge. A consumer accustomed to specific aromas and palates, has to be informed that there are others wines that provide different pleasures. 

We want the Brazilian consumer not only to learn more about other wines (Portuguese), but the possibility of harmonizing it with the food as well as discovering other varieties. We are persistent. We want to promote diversity. 

Are current producers investing in here, not afraid of the different guidelines practiced in Brazil? 

Not at this time. We understand the reasons for the safeguard measure for the Brazilian wine. Portugal did much to raise awareness with the Brazilian Government not to proceed with the measure. Portugal came to realize a greater cooperation with Brazilian producers. Today, there are no fears hanging in the air. We would like to see the Brazilian economy re-energized on the path it ran for several years. 

Where should a young consumer start experience Portuguese wines? 

An entry in the wine world would be the whites of the Vinho Verde region, because they are fresh and with some acidity, followed by the whites from Lisbon, where Arinto (grape) is king. And then move on to other types. 

Portugal also produces excellent sparkling wines since the late nineteenth century. Why is fact largely unknown for so long? 

I cannot explain. I am sorry that this has happened. The fact is that in the late nineteenth century producers from Bairrada invited the great winemakers from the French region of Champagne to teach Portuguese how to make sparkling wine. Bairrada began producing sparkling extraordinary quality, but for some reason, it got lost for some time. Today however, we begin to see some resumption of production from the North to the South of the country. But we still have a lot to learn with regards to the production of sparkling wines. 

Would you care to leave any tips for those just starting to appreciate wine? 

It is not necessary to attain great knowledge to appreciate wine. The important thing is to awaken the senses; playing around the wine. Incidentally, one of the main issues raised in relation to wine drinking is the need to have a comprehensive knowledge. Not at all! Let’s enter the world of wine without worrying of having knowledge, but rather the willingness to explore the senses, whilst looking for scents that please us most, that we cherish the most the structure, the elegance, and freely explore combinations with dishes freely and with pleasure.

 

Ana Crys, in loco

Rio de Janeiro, Brazil

 







 

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Fernando Pessoa viveu aqui

 

 

 

O quarto onde viveu o poeta de renome internacional, inclusive no Brasil, está decorado de uma forma autêntica da vida simples de seu habitante. Entre os objectos, está uma mesa, uma cadeira, um mapa de Portugal colado na parede que retrata a época, e claro uma máquina de escrever. Para os admiradores de Pessoa, há uma surpresa, para além de desfrutar da visita ao quarto com uma janela para o Largo do Carmo, podem também utilizar para trabalhar “criar” e eventualmente pernoitar, onde viveu e trabalhou por 4 anos, dos 20 aos 24 anos, Fernando António Nogueira Pessoa.

 

Na antiga e privilegiada morada de Pessoa, para além do seu quarto, hoje no espaço, o trabalho e a cultura estão de mãos dadas no mesmo ambiente, tendo como objectivo, entre outros, reunir uma comunidade criativa, cosmopolita aberta ao público, que colabora e desenvolve acções de coworking e cross media. 

 

 

Logo na entrada do Blog, encontra-se uma loja, onde os visitantes são recebidos pela simpática Patrícia, que dá a conhecer uma enorme variedade de objectos; desde almofadas, blocos, t-shirt etc, alguns deles personalizados pela, designer Graça. 

 

 

No final do corredor está instalado um café, com iguarias portuguesas de criar água na boca, para além do café há também um ambiente para, exposições, apresentações artísticas e tertúlias. 

 

 

Aos admiradores do poeta português, que visitarem Lisboa, a casa recebe de braços abertos e, em breve terá à disposição dos visitantes, um passeio turístico com guia, passando pelos principais pontos habituais do ilustre, ex-morador do Largo do Carmo 18, 1º Esqº – Lisboa – PT –  entrada pela Rua da Trindade, 1. 

 


Horário de funcionamento: 10H00/20H00-todos os dias, excepto alguns feriados.

 


Fernando Pessoa lived here

 When the coincidence gives direction to a project . This is what happened with the project of Henry Martin and Mary Grace to find that the apartment of the nineteenth century  » Carmo  » which had leased it to a Blog with coworking space , and more … had been inhabited by Fernando Pessoa, « We know absolutely nothing … it was pure coincidence when we leased the house , did a Google search and found out that Fernando Pessoa, had lived in this room , (1908 – 1912) …  » Tell Me Henry , the discovery that gave rise to the creation of a space dedicated to the illustrious and most universal Portuguese poet Fernando Pessoa.

 

The room where he lived the poet of international repute , including Brazil , is decorated in an authentic way of the simple life of its inhabitant . Among the objects is a table , a chair , a map of Portugal pasted on the wall that depicts the time course and a typewriter . For admirers of person, there’s a surprise , in addition to enjoying a visit to the room with a window to the Largo do Carmo , can also use to work  » create  » and eventually overnight , where he lived and worked for 4 years , from 20 to 24 years , Fernando António Nogueira Pessoa .

 

In ancient and privileged address of person, in addition to your room , now in space , work and culture go hand in hand in the same environment , with the aim , among others , to bring together a creative , cosmopolitan community open to the public , and collaborating develops and shares coworking cross media.

 

At the entrance of the Blog , is a shop where visitors are greeted by friendly Patricia, which teaches a wide variety of objects ; from pads, t -shirts etc , some of them custom by designer Grace

 

Down the hall is installed a cafe with Portuguese delicacies to create mouth-watering beyond the cafe there is also a setting for exhibitions, artistic performances and gatherings .

 

Admirers of the Portuguese poet who visit Lisbon , the home welcomes you with open arms and will soon be available to visitors a guided tour passing by the main usual points of illustrious former resident of Largo do Carmo 18 , 1st esq º – Lisbon – PT – entrance on Rua da Trindade , 1 .

 

Opening hours : 10H00/20H00-todos day except Sundays.

 

FRACÊS

Fernando Pessoa a vécu ici

Lorsque la coïncidence donne sens à un projet. C’est ce qui s’est passé avec le projet d’Henri Martin et Mary Grace à trouver que l’appartement du XIXe siècle  » Carmo  » qui avait loué à un blog avec espace de coworking , et plus … avait été habitée par Fernando Pessoa , «Nous ne savons absolument rien … c’était une pure coïncidence si nous avons loué la maison , fait une recherche sur Google et j’ai trouvé que Fernando Pessoa , avait vécu dans cette salle , (1908 – 1912) …  » Tell Me Henry , la découverte que a donné lieu à la création d’un espace dédié au poète portugais illustre et le plus universel Fernando Pessoa .

La chambre où il a vécu le poète de renommée internationale , y compris le Brésil , est décoré d’une manière authentique de la vie simple de ses habitants . Parmi les objets est une table , une chaise , une carte du Portugal collé sur le mur qui représente le cours du temps et une machine à écrire . Pour les admirateurs de personne , il ya une surprise , en plus de profiter d’une visite à la chambre avec une fenêtre sur le Largo do Carmo , peut également utiliser pour travailler « créer » et éventuellement la nuit , où il a vécu et travaillé pendant 4 ans , de 20 à 24 ans, Fernando António Nogueira Pessoa .

Adresse anciens et privilégiés de la personne , en plus de votre chambre , maintenant dans l’espace , le travail et la culture vont de pair dans le même environnement , dans le but , entre autres , de rassembler une communauté créative , cosmopolite ouverte au public , et en collaborant développe et actions coworking cross-média .

 

A l’entrée du blog , une boutique où les visiteurs sont accueillis par sympathique Patricia , qui enseigne une grande variété d’objets ; de plaquettes , t-shirts , etc , certains d’entre eux par le concepteur personnalisé grâce

Au bout du couloir est installé un café avec des spécialités portugaises pour créer le bouche- arrosage au-delà du café , il est également un cadre pour des expositions, des spectacles artistiques et des rencontres.

Les admirateurs du poète portugais qui visitent Lisbonne , la maison vous accueille à bras ouverts et sera bientôt disponible aux visiteurs une visite guidée en passant par les points habituels de l’ancien résident illustre de Largo do Carmo 18 , 1er Esq º – Lisbonne – PT – entrée sur Rua da Trindade , 1 .

Heures d’ouverture: jours sauf le dimanche . 10H00/20H00-todos

 

 ESPANHOL 

Fernando Pessoa vivió aquí

Cuando la coincidencia da sentido a un proyecto. Esto es lo que sucedió con el proyecto de Henry Martin y Mary Grace de encontrar que el apartamento del siglo XIX  » Carmo « , que había arrendado a un Blog con espacio de coworking , y mucho más … había sido habitada por Fernando Pessoa : « Nosotros sabemos absolutamente nada … era pura coincidencia cuando alquilamos la casa, hicimos una búsqueda en Google y nos enteramos de que Fernando Pessoa , había vivido en esta habitación, (1908 – 1912) …  » Dime Henry, el descubrimiento de que dio lugar a la creación de un espacio dedicado al ilustre y universal poeta portugués Fernando Pessoa.

La habitación en la que vivió el poeta de renombre internacional , entre ellos Brasil , está decorado en un auténtico camino de la vida sencilla de sus habitantes . Entre los objetos es una mesa , una silla, un mapa de Portugal pegado en la pared que representa la evolución en el tiempo y una máquina de escribir . Para los admiradores de la persona , hay una sorpresa , además de disfrutar de una visita a la habitación con una ventana hacia el Largo do Carmo , también se puede utilizar para trabajar « crear » y, finalmente, durante la noche, donde vivió y trabajó durante 4 años, de 20 a 24 años, Fernando António Nogueira Pessoa.

En la dirección antigua y privilegiada de la persona , además de su habitación , ahora en el espacio , el trabajo y la cultura van de la mano en el mismo ambiente , con el objetivo , entre otros, para reunir a una comunidad cosmopolita creativo abierto al público , y la colaboración desarrolla y comparte coworking cross media.

 

En la entrada del blog , es una tienda donde los visitantes son recibidos por un simpático Patricia , que enseña una amplia variedad de objetos ; de cojines , camisetas , etc, algunos de ellos a medida por la gracia del diseñador

Al final del pasillo se ha instalado una cafetería con especialidades portuguesas para crear deliciosos allá de la cafetería también hay un escenario de exposiciones, espectáculos artísticos y encuentros .

Los admiradores del poeta portugués que visitan Lisboa, la casa le da la bienvenida con los brazos abiertos y pronto estará a disposición de los visitantes un recorrido guiado que pasa por los puntos habituales de la ilustre ex residente de Largo do Carmo 18 , primera esq º – Lisboa – PT – entrada por la Rua da Trindade, 1 .

 

 

 TRADUÇÃO; Bruwier, Patrick 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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13.ª Edição da “Grande Gala do Fado – Carlos Zel

 

 

 

 

 

Uma noite histórica na 13.ª edição da Grande Gala do Fado – Carlos Zel, realizada no Casino do Estoril, 4ª Feira, 15/05.No palco, ilustre nomes da “cultura fadista” tais como; Ana Moura, Cuca Roseta, Mafalda Arnauth, Pedro Moutinho, Raquel Tavares, Ricardo Ribeiro e D. Vicente da Câmara, acompanhados por Ângelo Freire, na guitarra portuguesa, Pedro Marreiros, na viola de fado, e André Moreira, na viola baixo.

 

Num ambiente intimista, a “Grande Gala do Fado” prestou,  uma justa homenagem

a Carlos Zel, dando continuidade a uma tradição que teve as suas origens no ciclo das

“Quartas de Fado” no Casino Estoril, evento que o artista prematuramente desaparecido,

promoveu e organizou durante dois anos.

 

 

 

O Fado está para Portugal, como Carnaval, está para o Brasil, cada evento realizado é sempre um acontecimento “histórico”. E se tratando de história, a história do Fado português, atravessou o atlântico, com destino ao país do carnaval e por lá também, já conquistou seus admiradores. A fadista portuguesa Ana Moura, tem sido, entre outros, um dos nomes presentes na agenda cultural brasileira, levando o canto fadista, o qual a UNESCO, declarou ser; Património Oral e Imaterial da Humanidade. (Bali – Indonésia, entre 22 e 29 de Novembro de 2011)

 

 Espanhol –

 

Una noche histórica en la 13 ª edición de la Gran Gala de Fado – . Carlos Zel , que tuvo lugar en el Casino de Estoril, 4 mar , 15 / 05.
 
En el escenario, ilustres nombres de la « cultura del fado « , tales como ; Ana Moura, Cuca Roseta Mafalda Arnauth , Pedro Moutinho , Raquel Tavares, Ricardo Ribeiro y Vicente D. Cámara , acompañado por Angelo Freire, la guitarra portuguesa , Peter Marreiros en violación de fado , y André Moreira, en el bajo .
 
En un ambiente íntimo , el  » Gran Gala de Fado  » proporciona así un merecido homenaje
Carlos Zel , continuando una tradición que tiene su origen en el ciclo
« Barrio Fado  » en el Casino de Estoril, el fotógrafo caso de que desapareció prematuramente, promovido y organizado por dos años.
 
El fado es a Portugal como el Carnaval, es Brasil , cada evento se celebra siempre un acontecimiento « histórico » . Y cuando se trata de la historia, la historia del fado portugués , cruzó el Atlántico , con destino a la tierra de carnaval y también ha ganado sus admiradores. La fadista portuguesa Ana Moura, ha sido, entre otros, uno de los nombres que se encuentran en la agenda cultural de Brasil , lo que lleva el canto cantante , que la UNESCO la declaró ; Patrimonio Oral e Inmaterial de la Humanidad. (Bali – Indonesia, entre el 22 y 29 de noviembre de 2011)

 

 

Tradução; Bruwier, Patrick