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Michelle Frederick e sua arte

 

 


Michelle Frederick, conhecida no mundo artístico por Mikki.F desde os primeiros meses de vida descobriu seus dotes artísticos, conta a artista plástica oriunda de Gent – Bélgica, numa divertida conversa em sua casa no Alrgarve-Pt, local que escolheu para fixar morada desde 2008. A história de Michelle ao longo de seus 49 anos de vida, é recheada de conteúdos dignos de apreciação.

De acordo com Michelle, a arte sempre foi sua principal motivação, aínda muito pequena, mal sabia segurar um lápis, ficava a desenhar, desde de sua casa aos locais que seus pais levavam a passear. Recorda com carinho de seus pais dizerem, que sempre que íam a restaurantes, ela não perturbava, não pedia para voltar logo a casa, preenchia seu tempo com seus divertidos desenhos.

Aínda na infância em Bélgica participou de vários concursos e ganhou vários prémios, teve seus trabalhos expostos em vários locais de seu país, entre eles a Casa de Cultura.

 

 

 

Seguindo seu impulso natural pelas artes, resolveu aperfeiçoar e frequentrou a  faculdade de Arte Plásticas, fez especialização em mosaico, aquarela, cerâmica, desenhos gráficos e moda, mas por ter uma personalidade muito forte queria seguir o impulso de suas mãos, não agradava aos seus mestres e isto o fez deixar o curso e seguir seu próprio caminho. “Sempre tive uma personalidade muito forte e o desenho gráfico é muito técnico…muito preciso… não gostava, mudei para fazer algo que ia fluindo de dentro de mim…sem me enquadrar nas regras predeterminadas imposta por eles”.

Durante 15 anos foi casada com um empresário de joalharia e dedicou seu talento ao desenho de jóias para joalheiros de renomado nome internacional. Para além deste trabalho, fez vários outros projectos, entre eles design de interiores e, “pintava telas nas horas vagas”, disse.

 

Logo que chegou a Portugal, Michelle foi empresária de turismo rural. “ Foi um sucesso, tudo que toco vira um saco de ouro”. Afirma Michelle com um brilho nos olhos. Mas seu sonho mesmo sempre foi as artes e deixou o turismo rural e finalmente abriu sua própria galeria e assim pode criar sua arte com absoluta liberdade e criatividade…viver da arte e para arte.

Michelle  mostra sua força através dos seus trabalhos, em alguns momentos fecha os olhos e fala de suas vitórias mas também de suas lutas, tristezas e injustiças… diz “sempre foi e continúo sendo uma pessoa que me dou tudo mim aos outros”…vivo intensamente cada momento”. Ouvindo Michele falar de tantos recomeços, me faz lembrar o ex-presidente do Brasil Lula da Silva em suas campanhas; “recomeçar sempre, mas desistir jamais!”


 

 

Em momentos de reflexões, Michelle faz uma pausa e fala com amor de sua dedicação por aquilo que acredita, sua forma de viver. Acreditar nas pessoas, mesma que estas, às vezes não tenham oferecido o que ela esperava e diz não guardar mágoa…

Mikki.F diz-se sentir portuguesa e ao mesmo tempo universal “onde chego, tenho minha casa, tudo que toco vira um saco de ouro…tenho muito desejo de mostrar meu trabalho no Brasil…já estive lá duas vezes…tenho imenso carinho pelo o povo brasileiro”. Mikki.F acrescentou ainda que admira acima de tudo o gosto dos brasileiros pelas cores, sua alegria, otimismo, etc.

 

 

Exposições de Mikke.F

 

Sua ARTE está está presente em quase todo continente;  Europa, América, Africa etc… Liberat, Talent e Sfeer, na Bélgica, de 2004 à 2006. Em 2004  nos Estados Unidos da América, em Sun Valley. Em 2009 Monte Santo – Algarve – 13 pinturas intitulada “Natureza em Progresso”.

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Artista brasileira representa o Brasil nas Olimpíadas de Londres através de sua arte

 

A artista plástica  Thaís Ilbañez  foi  selecionada pelo Comitê Gestor da Olympic Fine Arts 2012 (London). Com a obra “União Olímpica” a mesma  está exposta no « Museu  of London » durante os trigésimos jogos olímpicos 2012.

Evento organizado pela Sociedade Chinesa para a promoção e o desenvolvimento da cultura e da arte com objetivo de integrar a Arte e o Esporte, com  aprovação do Ministério da Cultura da China e o apoio do Comitê Olímpico Internacional, Prefeitura de Londres, e o Comitê Londrino para os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos.

Thaís concorreu com 500 artistas de  80 países, destes apenas 200 foram selecionados. “Estou muito feliz por ter sido selecionada com minha obra:União Olímpica. No Brasil, o esporte aproxima pobres e ricos, negros e brancos e todas as raças numa única vibração. Nesta tela, sob a proteção do Cristo Redentor, o poder do Itamaraty se encontra com a cultura popular e regional demonstrando o espírito olímpico dos brasileiros. As cores vibrantes transmitem alegria do nosso povo, mandando uma mensagem de paz ao mundo”. Declara Thaís.

Thaís exerce a profissão como artista plástica há 12 anos,  seu trabalho voltado as cores e as vibrações da cultura brasileira, possui um trabalho já consagrado no Brasil e agora apresenta sua obra ao continente Europeu. Para além de sua obra “União Olímpica” exposta no Museu de Londres, estará presente com uma EXPOSIÇÂO em Setembro – Restaurante Uai  – Lisboa-Pt.

 

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Artista plástica brasileira homenageia a ícone do Fado Amália Rodrigues

 

Meire Gomes, autodidata em pintura, atriz, cenógrafo, encenadora de teatro infantil e adulto é residente em Portugal há mais de 10 anos. Na terra de Camões, a baiana fez de tudo um pouco, desde trabalhos em restauração a exposições em homenagem à ícone do Fado português Amália Rodrigues.

Meire deixou sua terra natal, Ilhéus no Estado da Bahia-Br em Novembro de 1999, onde era funcionária pública de uma escola infantil, para além de funcionária pública, fazia parte de um comitê político o qual contribuiu para sua saída do Brasil. De acordo com Meire, sofrera várias perseguições política e percebeu que a solução, para dá melhor qualidade de vida aos seus três filhos, era na realidade, tentar a vida cá deste lado do Atlântico, em um país que fala a sua língua: Portugal.

 

CBE – Há quanto tempo Meire está em Portugal e quais mais as razões que a fizeram vir a esta terra?
Meire Gomes – Muitas coisas me encorajaram a saír do Brasil, entre elas as decepções que vivi como funcionária pública do município de Itabuna-Bh, durante 15 anos. Fui educadora, depois diretora e sem as condições necessárias para desenvolver meu trabalho… cheguei a ficar de 5 a 6 meses sem receber salário… tudo isto foi me decepcionando … me desgastando.



CBE – E como aconteceu tua mudança para Portugal e teu trabalho de pintura cá?

M.G. – Eu já fazia  trabalhos de pinturas no Brasil numa escola católica franciscana, era parte privada e outra pública… fazia vários trabalhos lá; pintura decoração e com este trabalho, pagava os estudos de meus 3 filhos lá e aínda recebia um salário mínimo.
Cá em Albufeira, como a maioria dos imigrantes, eu trabalhei em vários locais, cozinha, café… nas minhas folgas eu pegava meus pinceis dava azas a minha imaginação… a minha arte, pintava quadros e ía batendo de porta em porta mostrando meu trabalho. Um dia resolvi enviar meu currículo para Hotel Paraíso, que tinha inaugurado cá e, para minha surpresa fui convidada para fazer parte da animação do hotel… fiz parte da primeira equipe de animação do hotel a convite de uma diretora marroquina… éramos 8 profissionais eu era a única que não falava inglês, mas a diretora tinha imenso prazer em trabalhar comigo… eu cuidava da decoração… dava instruções aos meus colegas de recreação… coordenava os trabalhos no hotel.

CBE- E depois desta experiência bem sucedida do Hotel Paraíso o que mais fez?
M.G. – Em seguida recebi um convite para pintar biquíni à mão, foi uma grande experiência e também muito bom financeiramente…fiz este trabalho em 6 meses e com este dinheiro conseguir construir minhas 2 casas no Brasil.

CBE – E teu trabalho de pintura, fez quantas exposições?
M.G. – Em 2000 a minha paixão pelo Fado me levou a fazer uma xposição em homenagem a ícone do Fado português Amália Rodrigues – Caixa de Crédito.
Fiz várias exposições em Albufeira: Samora Barros; Água de Sépia” Galeria Municipal, Convento São José e este ano de 2012 expus na Galeria Arte Algarve “Estampado nas Janelas” e foi vendido 3 peças.

CBE – E depois de tudo este tempo cá, tuas conquistas…novas experiências, em fim, pretende fixar morada em terras lusitanas ou volta à terrinha?
M.G. – Estou em trabalho de “parto” gosto muito de Portugal, sou grata a Deus por tudo que vivi cá…realização dos meus sonhos…apoio que tive cá como profissional que não tive em meu país, mas pretendo voltar, ainda não sei quando mas vou voltar … com a situação que o país se encontra não há mais condições de permanecer… vou começar minha vida novamente no Brasil com 50 anos … recomeço novamente desenhando e redesenhando a minha vida, com meus pinceis!